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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Subordem: Tyranni
Infraordem: Furnariides
 Sibley, Ahlquist & Monroe, 1988
Parvordem: Thamnophilida
Família: Thamnophilidae
 Swainson, 1824
Subfamília: Thamnophilinae
 Swainson, 1824
Espécie: R. ardesiacus

Nome Científico

Rhopornis ardesiacus
(Wied, 1831)

Nome em Inglês

Slender Antbird


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Em Perigo

Fotos Sons

Gravatazeiro

Ameaçado de extinção. Espécie endêmica do Brasil.
O gravatazeiro é uma ave passeriforme da família Thamnophilidae. Também conhecido como papa-formiga-de-gravatá e pêga-de-gravatá.

Essa espécie foi descoberta por Maximilian zu Wied-Neuwied durante sua viagem pelo Brasil entre os anos de 1815 e 1817, e apresentada por ele em um livro de 1831. Não se sabe ao certo onde o príncipe encontrou o gravatazeiro, mas ao que tudo indica que foi perto de Boa Nova, na Bahia – que na época era chamada Boca do Mato –, enquanto seguia viagem para Salvador. Desde sua descoberta, a espécie nunca mais havia sido registrada por um pesquisador, até que o alemão Emil Kaempfer a encontrou em 1928. Nas décadas seguintes novos registros foram feitos, descobrindo assim o risco de extinção por destruição de habitat. Foi então que a SAVE Brasil entrou com plano de conservação no ano de 2005. Fonte: Wikipedia

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) rhöps = arbusto; e de ornis = pássaro; e de ardesiacus = cor de ardósia. ⇒ Pássaro do arbusto de cor cinza ardósia.

Características

Mede entre 18 e 19 centímetros de comprimento e tem peso entre 23 e 28 gramas. Possui coloração acinzentada (ardósia) e íris vermelha. O macho se diferencia por possuir a garganta negra. Por sua vez, as fêmeas possuem a fronte da cabeça marrom.

Subespécies

Espécie monotípica (não são reconhecidas subespécies).

Alimentação

Alimenta-se de uma série de invertebrados terrestres, como cupins, grilos e pequenas aranhas, que captura na maioria das vezes revirando as folhas do solo (serrapilheira). Ocasionalmente também procura essas presas no interior de grandes bromélias terrestres conhecidas como gravatás. Mesmo com menor frequência que as espécies do gênero Pyriglena, acompanha formigas de correição, capturando os insetos espantados no solo ou em galhos baixos.

Reprodução

O período reprodutivo se inicia logo nas primeiras chuvas (novembro a dezembro), podendo se estender até março. Nessa época os casais de territórios vizinhos costumam se aproximar uns dos outros de maneira mais constante do que o normal. Observaram-se machos oferecendo alimento no bico às fêmeas, provavelmente um estímulo de corte. Constroem um ninho no solo, circundado por grande emaranhado de bromélias terrestres, reforçando a dependência da espécie por essa planta. O ninho tem o formato de uma tigelinha aberta rasa (2,7 cm de profundidade), com um diâmetro externo de aproximadamente 9 cm. É confeccionado principalmente com cascas de arvores e gavinhas. A postura do gravatazeiro é de dois ovos de cor rósea-clara com manchas vermelhas. Ambos os sexos realizam a incubação dos ovos. Os filhotes nascem no mínimo 13 dias após a postura.

Hábitos

Os casais possuem um território que pode variar de 0,9 a 2,0 hectares. Costumam defendê-lo de maneira bastante incisiva. Canta empoleirado a pouca altura e numa posição bem típica, com a cabeça erguida diagonalmente e balançando o corpo para cima e para baixo. Nessa situação emite seu principal canto, composto por 7 a 9 assobios descendentes. Possui no entanto um repertório variado com pelo menos outras quatro “vozes”, usadas como chamados ou alarme. Nesta última situação, costuma imediatamente adentrar nos emaranhados de gravatás, indicando que a espécie utiliza a planta (bastante espinhosa) como refúgio contra predadores.

Distribuição Geográfica

O gravatazeiro é endêmico do Estado da Bahia e do município de Salto da divisa, no nordeste de Minas Gerais, exclusivo de uma área restrita de transição entre a Mata Atlântica e a Caatinga, sendo esta conhecida em alguns locais como mata-de-cipó, devido ao excesso de lianas em seu interior. Outra característica marcante desse ambiente é a presença de grandes bromélias terrestres dos gêneros Ananas e Aechmea, chamadas de gravatás, que inclusive deram origem ao nome popular da ave. Até o início do século XIX esse tipo de ambiente tinha uma extensão no sentido norte/sul de cerca de 300 km, do município de Brejões na Bahia até Salto da Divisa no nordeste de Minas Gerais. Com a forte colonização dessa região, a fragmentação florestal foi inevitável e as populações remanescentes do gravatazeiro encontram-se isoladas. Em 2005 um grande esforço de mobilização em torno da proteção da espécie foi iniciada no município de Boa Nova, sob coordenação da SAVE Brasil – Sociedade para Conservação das Aves do Brasil. Dentre os vários resultados obtidos destaca-se a adoção da espécie como mascote pela comunidade local e a criação de um Parque Nacional e um Refúgio de Vida Silvestre totalizando cerca de 27000 hectares de áreas protegidas. Apesar desses avanços, o gravatazeiro continua a perder seu habitat natural nos outros municípios onde ocorre. Dessa forma, ações de proteção em toda sua extensão de ocorrência devem ser imediatamente tomadas. Atualmente a espécie é conhecida além de Boa Nova em outros 17 municípios: Brejões, Milagres, Irajuba, Cravolândia, Jaguaquara, Maracás, Itiruçu, Lafaiete Coutinho, Jequié, Manoel Vitorino, Poções, Itororó, Itapetinga, Potiraguá, Itarantim e Itapebi, todos na Bahia, e Salto da Divisa em Minas Gerais.

Referências

Consulta bibliográfica sobre subespécies:

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